O livro escolhido foi O caso dos dez negrinhos, da autora Agatha Christhie. A história começa quando oito pessoas, que, aparentemente, não têm nada em comum, são chamadas para passar suas férias na Ilha do Negro. Essa ilha está cercada de boatos acerca de seu novo comprador e parece que essa personagem conhece os convidados ou tem ligação com eles, mesmo assinando suas cartas como U.N.O., seu nome abreviado. Quando chegam à ilha só estão lá dois empregados e nada dos donos da casa...
Nessa mesma noite, uma vitrola colocada na sala, a pedido do dono, soa um aviso. Todos naquela casa cometeram assassinatos e deverão pagar por crimes. A trama se adensa quando um convidado, o mais novo e cheio de saúde deles, e a empregada morrem, de causas não naturais, seguindo trechos de um poema infantil que está nas paredes de todos os quartos da casa:
Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove;
Um deles se engasgou e então ficaram nove.
Nove negrinhos sem dormir: não é biscoito!
Um deles cai no sono, e então ficaram oito.
Oito negrinhos vão a Devon em charrete;
Um não quis mais voltar, e então ficaram sete.
Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis
Que um deles se corta, e então ficaram seis.
Seis negrinhos de uma colmeia fazem brinco;
A um pica uma abelha, e então ficaram cinco.
Cinco negrinhos no foro, a tomar os ares;
Um ali foi julgado, e então ficaram dois pares.
Quatro negrinhos no mar; a um tragou de vez
O arenque defumado, e então ficaram três.
Três negrinhos passeando no zoo. E depois?
O urso abraçou um, e então ficaram dois.
Dois negrinhos brincando ao sol, sem medo algum;
Um deles se queimou, e então ficou só um.
Um negrinho aqui está a sós, apenas um;
Ele então se enforcou, e não sobrou nenhum.
Todos sabem que estão ameaçados, mas não existe possibilidade de nenhum personagem sair da ilha com a tempestade que está desabando, e sem um barco.
O livro é muito bom, pois qualquer um dos personagens pode ser o criminoso. O crime parece estar sem solução a partir da morte dos “mais suspeitos”, mas nada é o que parece. A autora consegue levar o leitor, à medida que ocorrem novos fatos, a desconfiar de uma pessoa ou mais pessoas e depois acabar com suas desconfianças. Só para deixar que o leitor fique sem pistas, para que descubra somente no final que é o assassino.
Por causa do sucesso do livro, houve, pelo menos, três adaptações para o cinema, como And then there were none (“Então não sobrou nenhum”). Eu assisti só à versão de 1945 e a achei muito boa, apesar de ter uma ou outra mudança do livro. A versão é em inglês e as legendas não são boas, mas para quem conseguir entender, eu recomendo.
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