quinta-feira, 28 de junho de 2012
Clarice Lispector: "A hora da estrela" e Chico Buarque: "Construção"
Leticia selecionou este trecho para fazer seu último registro de leitura: "Então -- ali deitada -- teve uma felicidade suprema, pois ela nascera para o abraço da morte." Essa passagem lhe faz lembrar a música "Construção", de Chico Buarque, pois ela também alusão à morte.
Clarice Lispector: "A hora da estrela" e Joyce: "Cartomante"
Letícia, da 901, envia seus últimos registros da leitura de A hora da estrela, de Clarice Lispector:
"Ao ler este trecho do livro, lembrei-me, imediatamente, de uma música ouvida há tempos, pertencente a uma trilha sonora de uma novela: 'Saiu da casa da cartomante aos tropeços e parou no beco escurecido pelo crepúsculo -- crepúsculo que é hora de ninguém. Mas ela de olhos ofuscados como se o último final da tarde fosse mancha de sangue e ouro quase negro. Tanta riqueza de atmosfera a recebeu e o primeiro esgar da noite que, sim, sim, era funda e faustosa.' A música fala sobre as previsões do futuro e, principalmente, do fascínio pelas cartomantes. Ela está disponível neste link: http://www.radio.uol.com.br/musica/joyce/cartomante/189085"
"Ao ler este trecho do livro, lembrei-me, imediatamente, de uma música ouvida há tempos, pertencente a uma trilha sonora de uma novela: 'Saiu da casa da cartomante aos tropeços e parou no beco escurecido pelo crepúsculo -- crepúsculo que é hora de ninguém. Mas ela de olhos ofuscados como se o último final da tarde fosse mancha de sangue e ouro quase negro. Tanta riqueza de atmosfera a recebeu e o primeiro esgar da noite que, sim, sim, era funda e faustosa.' A música fala sobre as previsões do futuro e, principalmente, do fascínio pelas cartomantes. Ela está disponível neste link: http://www.radio.uol.com.br/musica/joyce/cartomante/189085"
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Graciliano Ramos: "Vidas Secas" e Titãs: "Marvin"
Bianca, da 904, enviou seu registro final, em que propõe um novo final para o livro que estava lendo:
"O final do livro Vidas secas me deixou um pouco decepcionada pois esperava por um desfecho para cada personagem. Ao contrário disso, o livro termina com a família caminhando em busca de uma nova vida, mas que vida seria essa? Então, escutando uma música, percebi que ela daria um bom final ao livro. A música é cantada pelo grupo Titãs e o nome dela é 'Marvin'. Marvin no livro seria o menino mais velho, que, ao longo da canção, vai contando sua história e a de sua família depois da segunda fuga da seca."
A letra da música é esta:
Meu pai não tinha educação
Ainda me lembro
Era um grande coração
Ganhava a vida
Com muito suor
E mesmo assim
Não podia ser pior
Pouco dinheiro
Pra poder pagar
Todas as contas
E despesas do lar...
Mas Deus quis
Vê-lo no chão
Com as mãos
Levantadas pro céu
Implorando perdão
Chorei!
Meu pai disse:
"Boa sorte"
Com a mão no meu ombro
Em seu leito de morte
E disse:
"Marvin, agora é só você
E não vai adiantar
Chorar vai me fazer sofrer"...
E três dias depois de morrer
Meu pai, eu queria saber
Mas não botava
Nem os pés na escola
Mamãe lembrava
Disso a toda hora...
E todo dia
Antes do sol sair
Eu trabalhava
Sem me distrair
Às vezes acho que
Não vai dar pé
Eu queria fugir
Mas onde eu estiver
Eu sei muito bem
O que ele quis dizer
Meu pai, eu me lembro
Não me deixa esquecer
Ele disse:
"Marvin, a vida é prá valer
Eu fiz o meu melhor
E o seu destino
Eu sei de cor"...
-"E então um dia
Uma forte chuva veio
E acabou com o trabalho
De um ano inteiro
E aos treze anos
De idade eu sentia
Todo o peso do mundo
Em minhas costas
Eu queria jogar
Mas perdi a aposta"...
Trabalhava feito
Um burro nos campos
Só via carne
Se roubasse um frango
Meu pai cuidava
De toda a família
Sem perceber
Segui a mesma trilha
E toda noite minha mãe orava
Deus!
Era em nome da fome
Que eu roubava
Dez anos passaram
Cresceram meus irmãos
E os anjos levaram
Minha mãe pelas mãos
Chorei!
Meu pai disse:
"Boa sorte"
Com a mão no meu ombro
Em seu leito de morte
E disse:
"Marvin, agora é só você
E não vai adiantar
Chorar vai me fazer sofrer"
"Marvin, a vida é prá valer
Eu fiz o meu melhor
E o seu destino eu sei de cor"...
"O final do livro Vidas secas me deixou um pouco decepcionada pois esperava por um desfecho para cada personagem. Ao contrário disso, o livro termina com a família caminhando em busca de uma nova vida, mas que vida seria essa? Então, escutando uma música, percebi que ela daria um bom final ao livro. A música é cantada pelo grupo Titãs e o nome dela é 'Marvin'. Marvin no livro seria o menino mais velho, que, ao longo da canção, vai contando sua história e a de sua família depois da segunda fuga da seca."
A letra da música é esta:
Meu pai não tinha educação
Ainda me lembro
Era um grande coração
Ganhava a vida
Com muito suor
E mesmo assim
Não podia ser pior
Pouco dinheiro
Pra poder pagar
Todas as contas
E despesas do lar...
Mas Deus quis
Vê-lo no chão
Com as mãos
Levantadas pro céu
Implorando perdão
Chorei!
Meu pai disse:
"Boa sorte"
Com a mão no meu ombro
Em seu leito de morte
E disse:
"Marvin, agora é só você
E não vai adiantar
Chorar vai me fazer sofrer"...
E três dias depois de morrer
Meu pai, eu queria saber
Mas não botava
Nem os pés na escola
Mamãe lembrava
Disso a toda hora...
E todo dia
Antes do sol sair
Eu trabalhava
Sem me distrair
Às vezes acho que
Não vai dar pé
Eu queria fugir
Mas onde eu estiver
Eu sei muito bem
O que ele quis dizer
Meu pai, eu me lembro
Não me deixa esquecer
Ele disse:
"Marvin, a vida é prá valer
Eu fiz o meu melhor
E o seu destino
Eu sei de cor"...
-"E então um dia
Uma forte chuva veio
E acabou com o trabalho
De um ano inteiro
E aos treze anos
De idade eu sentia
Todo o peso do mundo
Em minhas costas
Eu queria jogar
Mas perdi a aposta"...
Trabalhava feito
Um burro nos campos
Só via carne
Se roubasse um frango
Meu pai cuidava
De toda a família
Sem perceber
Segui a mesma trilha
E toda noite minha mãe orava
Deus!
Era em nome da fome
Que eu roubava
Dez anos passaram
Cresceram meus irmãos
E os anjos levaram
Minha mãe pelas mãos
Chorei!
Meu pai disse:
"Boa sorte"
Com a mão no meu ombro
Em seu leito de morte
E disse:
"Marvin, agora é só você
E não vai adiantar
Chorar vai me fazer sofrer"
"Marvin, a vida é prá valer
Eu fiz o meu melhor
E o seu destino eu sei de cor"...
Nelson Pereira dos Santos: "Vidas Secas"
Bianca enviou o link do filme feito por Nelson Pereira dos Santos a partir do livro que ela está lendo, de Graciliano Ramos.
Ela também indicou os prêmios recebidos pelo filme, um dos mais importantes de nosso cinema:
No Festival de Cannes de 1964, recebeu o Prêmio do OCIC e o prêmio dos cinemas de arte. Foi também indicado à Palma de Ouro. Foi considerado o melhor filme de 1965 pela Resenha de Cinema de Gênova.
Assistam ao filme e vejam o que acham.
Clive Staples Lewis: "As crônicas de Nárnia" e alunos do Colégio Pedro II
Lucas Menezes, da 901, escolheu As crônicas de Nárnia. Ele registrou:
"O livro
conta a história de jovens que conheceram um novo mundo, repleto de magia e
animais falantes. No decorrer do tempo,
eles encontram o ‘’destino’’ deles, que é salvar Nárnia das criaturas más que
viviam ali. Com a ajuda do Leão Aslan, eles travaram guerra contra os que só se
aproveitavam do povo e faziam mal, principalmente a rainha. Com muita garra,
eles venceram e se tornaram os reis daquele lugar.
Essa
história de bravos guerreiros, que tão novos mudaram aquele mundo mitológico,
me lembra hoje os alunos do Colégio Pedro II, que anos atrás morreram lutando
por um país melhor, contra o governo, contra a ditadura militar. Mas também não
podemos nos esquecer dos alunos de hoje, que juntamente com os professores,
estão em estado de greve por uma melhor educação e estão fazendo protestos, debates
e, com toda força e de todas as formas, lutando por uma educação digna.
Apesar
de a história do livro ser fictícia, relaciona-se bastante com os alunos do
Colégio Pedro II, que lutaram da mesma forma por um mundo melhor e contra as
autoridades. As personagens do livro e das ruas, jovens e com muita garra e
força, conseguiram e vão conseguir o que querem."
terça-feira, 26 de junho de 2012
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Clarice Lispector: "A hora da estrela" e adaptação de trecho feito pela Rede Globo
Posto o registro de leitura de Letícia Freitas, da 901: "Escolhi o livro 'A hora da estrela', de Clarice Lispector, devido à recomendação de minha professora do 8° ano. Porém, sempre atarefada com o conteúdo escolar, nunca restava tempo para a leitura. Com o objetivo de 'mergulhar' nos livros durante a greve, decidi resgatar esse clássico, antes lido pela metade. A trama é densa, apesar de conter apenas 100 páginas. Após a leitura, pesquisei inúmeros gêneros cinematográficos que remetem à obra. Encontrei o filme completo, músicas e vídeos. Porém, escolhi um vídeo da emissora TV Globo que conta, superficialmente, a trama de uma maneira mais leve e humorada, com o intuito de se chegar a uma compreensão mais 'didática' da obra, enfim, popularizando-a."
Registros de leitura
Queridos:
Não tenho recebido os registros de leitura. Se alguém tentou me enviar sem conseguir, verifique se está com o e-mail correto. Não se esqueçam que entre "pinheiro" e "mariana" há um underline, este sinal: _. Não há um hífen, -.
Não tenho recebido os registros de leitura. Se alguém tentou me enviar sem conseguir, verifique se está com o e-mail correto. Não se esqueçam que entre "pinheiro" e "mariana" há um underline, este sinal: _. Não há um hífen, -.
domingo, 24 de junho de 2012
Graciliano Ramos: Vidas Secas e O Rappa: Súplica cearense
"Olhou a caatinga amarela, que o poente avermelhava. Se a seca chegasse, não ficaria planta verde. Arrepiou-se. Chegaria, naturalmente. Sempre tinha sido assim, desde que ele se entendera. E antes de se entender, antes de nascer, sucedera o mesmo – anos bons misturados com anos ruins. A desgraça estava em caminho, talvez andasse perto. Nem valia a pena trabalhar. Ele marchando para casa, trepando a ladeira, espalhando seixos com as alpercatas – ela se avizinhando a galope, com vontade de matá-lo.
Virou o rosto para fugir à curiosidade dos filhos, benzeu-se. Não queria morrer. Ainda tencionava correr mundo, ver terras, conhecer gente importante como Seu Tomás da bolandeira. Era uma sorte ruim, mas Fabiano desejava brigar com ela, sentir-se com força para brigar com ela e vencê-la. Não queria morrer. Estava escondido no mato como tatu. Duro, lerdo como tatu. Mas um dia sairia da toca, andaria com a cabeça levantada, seria homem.
-- Um homem, Fabiano."
sábado, 2 de junho de 2012
"A mulher sem pecado": versões
Publico algumas encenações de "A mulher sem pecado". Com os vídeos, vocês podem comparar montagens e se inspirar para o trabalho de vocês.

Assinar:
Comentários (Atom)
